Valorização de artistas negros é ponto alto dessa semana na Sotheby’s

Sonia Racy

18 de maio de 2018 | 01h00

Depois da venda recorde do Modigliani Nu Couché na segunda-feira por US$ 157,2 milhões, o ponto alto dessa semana na Sotheby’s foi poder testemunhar a valorização de artistas negros.

Esta coluna teve acesso ao leilão de arte contemporânea, quarta-feira, realizado na casa de NY, que contou com cinco obras doadas pelos artistas negros Mark Bradford, Julie Mehretu, Lynette Yiadom-Boakye, Glenn Ligon e Njideka Akunyili Crosby.

A soma das vendas totalizou US$ 16, 4 milhões em benefício do Studio Museum de Harlem. Três vezes mais que a avaliação base feita.

Mas a estrela da noite foi mesmo o quadro de Kerry James Marshall, Past Times. Sua obra revela protagonismo de figuras negras numa composição que cita a história da arte desde os anjos renascentistas, passando por Manet e seu Le Déjeuner sur l’herbe e Seurat com seu Un dimanche après-midi à l’Île de la Grande Jatte.

A avaliação era de US$ 8 milhões e foi vendido por US$ 21,2 milhões.

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