Valor da memória

Valor da memória

Sonia Racy

19 Janeiro 2014 | 01h10

Foto: Paulo Giandalia/Estadão

Depois de visitar mais de 50 casas – conhecidas como “família vende tudo” – de pessoas que haviam morrido, o artista plástico italiano Francesco Di Tillo teve a ideia de registrar as vendas em fotografias. O resultado do trabalho, desenvolvido ao longo de um ano, se transformou na exposição Falecimentos, que fica em cartaz até dia 23, no MIS. O artista explica que ficou extremamente fascinado pelo universo dessas casas paulistanas, recheadas de objetos pessoais vendidos, em poucas horas, a desconhecidos. “Comecei a questionar qual é o valor das lembranças, da memória e da morte. Minhas imagens são registros de objetos que têm um profundo valor sentimental, afetivo e que, provavelmente, não seriam vendidos se seus donos ainda estivessem vivos”, afirma.