Vail se prepara para receber mais brasileiros

Vail se prepara para receber mais brasileiros

Sonia Racy

06 Maio 2017 | 01h00

Foto: Jack Affleck

Maio já chegou, mas as montanhas de Vail, no Colorado, ainda estão cheias de neve. Destino de muitos brasileiros que trocam o calor por programas de esqui e snowboard, este ano, no entanto, a cidade sentiu um pouco a falta desse público. Segundo Rob Katz, jovem CEO do Grupo Vail Resorts – um dos maiores do mundo no setor, com estações nos EUA, Canadá, Austrália e países europeus – os brasileiros representam o quinto maior mercado do grupo, mas a crise que o País enfrenta provocou uma redução nessa procura. Problema que, segundo ele espera, não se repetirá no ano que vem.

Qual é a importância do mercado brasileiro para Vail?
O Brasil é um dos cinco principais mercados internacionais para nós – portanto, são muito importantes. Encorajo os brasileiros, por aqui, a conhecer outros pontos, como Beaver Creek, Park City e Whistler Blackcomb, montanhas nas quais também operamos.

Qual é a média de brasileiros que recebem por ano?
Para os nossos resorts nos EUA, a procura internacional representa cerca de 6% do total de turistas – os demais são americanos. Como empresa de capital aberto, não publicamos o total de visitas por país. Mas posso dizer que os brasileiros representam um grupo que tem se mostrado crescente.

A crise brasileira afetou o número de visitantes este ano?
Ela teve impacto, de fato, mas nós continuamos apostando no mercado e promovendo os resorts. A economia brasileira parece ter começado a reagir. Os brasileiros nos procuram por toda a experiência de luxo de passar férias nas montanhas. Isso inclui hotéis, restaurantes gourmet, butiques. Nossas escolas de esqui e snowboard contam com instrutores e guias em 30 idiomas.

Qual o peso da indústria do esqui na economia americana?
O Colorado é líder do setor, nos EUA. Um estudo de 2015 revelou que nossa indústria de esqui gera um impacto anual de US $ 4,8 bilhões, o que é uma parcela significativa dos setores de turismo e recreação do Estado. /SOFIA PATSCH