Vaccari vai ficar em silêncio em CPI dos Fundos de Pensão, diz defesa

Sonia Racy

02 de fevereiro de 2016 | 12h00

Luiz Flávio D’Urso, advogado de João Vaccari Neto, disse que seu cliente permanecerá em silêncio na CPI dos Fundos de Pensão, marcada para esta quarta-feira (3/2). O ex-tesoureiro do PT foi convocado para prestar esclarecimentos.

Por já ter informado que Vaccari não se manifestará, D’Urso pediu a dispensa dele da sessão — sob o argumento de que o deslocamento de Curitiba a Brasília seria um gasto desnecessário.

O pedido, no entanto, foi negado pelo presidente da CPI, Efraim Filho. Segundo ele, a ausência do ex-tesoureiro poderia impedir que Vaccari pudesse ser citado por tráfico de influência junto ao fundos de pensão. “Para garantir que amanhã não seja anulado nosso relatório, no futuro, por cerceamento de defesa, ele tem o direito de ficar calado, mas tem que arcar com as consequências do silêncio dele.”

O deputado diz não saber quanto custará o deslocamento de Vaccari, mas alega que a CPI que preside é uma das que menos gastos teve ano passado.

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