União

Sonia Racy

07 Outubro 2015 | 00h56

Quem frequenta o prédio da Odebrecht, na Marginal Pinheiros, tem visto Emílio Odebrecht praticamente todos os dias no batente. Sua serenidade diante da crise empresarial e familiar que está vivendo impressiona a quem com ele conversa.

O presidente do conselho do Grupo tem deixado claro que este não é o primeiro tranco sofrido pelo conglomerado e que tampouco será o último. Entretanto, ele acredita que a crise de agora, diante do impacto das delações premiadas, vai fatalmente transformar todos os tipos de relações – sejam elas empresarias, políticas, de amizade ou até familiares.

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O acionista da Odebrecht está hoje empenhado em tocar o Grupo – cuja maior parte dos negócios acontece no exterior – e livrar da prisão seu filho Marcelo Odebrecht bem como os diretores Márcio Faria e Rogério Araújo.

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O fato de Marcelo ter sido preso com outros integrantes da empresa acabou resultando em certo “conforto” às famílias de diretores presos.

Além de o “chefe-acionista” estar também em Curitiba, passando por calvário idêntico, a mãe de Marcelo e suas irmãs estão em contato permanente com as mulheres e filhos de Faria e de Araújo.

Diferentemente do ocorrido com outros detidos na Lava Jato, não existe pressão para que qualquer integrante da Odebrecht faça delação premiada.