Uma só voz em Copenhague

Redação

23 de setembro de 2009 | 12h14

A menos de 80 dias da Conferência sobre Mudanças Climáticas em Copenhague, mais um grupo do empresariado nacional tenta costurar com o Itamaraty proposta única para o encontro. “Se o Brasil não fizer a lição bem feita e liderar as negociações, vamos ter problemas seríssimos mais à frente”, explica Carlo Lovatelli, representante do agrobusiness e dos processadores de soja.

Lovatelli, mais Marcos Yank, da Unica, e Elizabeth Carvalhaes, da Bracelpa, entregaram ao principal negociador brasileiro da área, o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, um denso paper com sugestões. Entre elas, segundo Yank, o reconhecimento dos créditos de carbono que o setor de álcool proporciona.

Para Lovatelli, EUA e Europa, que causaram a maior parte dos prejuízos ao planeta, “não têm a menor intenção de pagar a conta e querem que o 3º Mundo o faça. Já derrubaram suas florestas e nós temos o pulmão do mundo. Temos de negociar a nosso favor.”

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