Tudo azul

Tudo azul

Redação

02 de setembro de 2009 | 07h45

Existem nada menos que 75 “blue men”, divididos em shows pelo mundo, capitaneados por três fundadores da saga. Um deles, Matt Goldman, falou anteontem à coluna direto de NY. “Adoro fazer shows por aí, o público é o mais carinhoso que conheço”, diz.

Matt não fala em números mas revela que rege uma “orquestra” de 400 pessoas, com escritório fixo e sistema organizado. “Não vou ser uma multinacional”, brinca. O Blue Man Group começa hoje suas apresentações no Credicard Hall, em curta temporada por SP.

Porque azul? Inventamos uma história de que fomos encontrados pelos “blue men” que, na nossa opinião, sempre existiram. E mais. Acreditamos no mistiscismo do azul, que é a cor do oceano, do céu. Pessoas do mundo inteiro, em diversas culturas, se pintam de azul. Trata-se de uma consciência global.

A tinta não faz mal? Não, é uma maquiagem, usada desde os tempos de Shakespeare (risos). Usamos uma hora só para o figurino.

Os membros do Blue Man Group não falam nem ouvem, mas ironicamente foram convidados para fazer uma campanha de celular. Como foi isso? (Risos). É verdade. Mas temos coisas em comum, como inovação, inteligência e diversão.

Como fazer para não perder qualidade com tantos blue men? É um dos nossos maiores desafios. Tentamos fazer com que todos se sintam estimulados e envolvidos. Para cada lugar formatamos um show que tenha uma peculiaridade. O do Brasil, por exemplo, é o mais maluco deles. Porque vocês são informais e bem-humorados.

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