TJ-SP pune juíza por liberar presos

Sonia Racy

10 de fevereiro de 2017 | 00h45

Apesar dos presídios lotados e caóticos, a juíza Kenarik Boujikian recebeu anteontem pena de censura do TJ-SP que vai impedi-la de ser promovida por um ano.

Por quê? Simplesmente porque assinou sozinha alvarás de soltura de dez presos no Estado. A magistrada justificou, na decisão, que – contra todas normais legais – eles ficaram mais tempo em prisão preventiva do que o previsto.

Vai entender 

Quem pediu apuração sobre a conduta da colega foi o desembargador Amaro Thomé Filho, da mesma 7.ª Câmara Criminal onde ela atua, que defendeu decisão colegiada.

Acordos

O PT assume hoje duas comissões importantes da Câmara paulistana: Finanças e Orçamento, que fica com Jair Tatto, e Transporte, que caberá a Senival Moura. Fica pago, assim, o apoio petista à eleição de Milton Leite a presidente da Casa.

Protesto-arte

Na comemoração, hoje, dos 37 anos do PT, no Sindicato dos Químicos, grafiteiros farão o painel “Ousadia para sonhar, coragem para lutar”. Criada pelo diretório municipal, a ação é protesto contra o Cidade Linda, de Doria.

Errado tem mais chance?

Recado certeiro do procurador Carlos Fernando Lima, da Lava Jato, à plateia de 330 empresários que o ouviram falar sobre compliance, ontem, na Amcham: “Se não houver mudanças no sistema, empresa sem compliance acabará prevalecendo sobre a que o tem”.

Pesquisa da própria Câmara, com 180 dos presentes, mostrou que a Lava Jato e a Lei Anticorrupção ampliaram em 60% esses programas de controle interno das empresas.

Causa própria?

O afastamento de toda a diretoria da Eldorado Celulose, pedido pelo MPF, pode criar uma situação esdrúxula. A papelada do MPF tem origem em denúncia de Max Pantoja, membro do conselho de administração da empresa e representante da Funcef.

Se a demanda for acatada, o poder de indicar a nova diretoria estaria todo nas mãos de duas pessoas: o próprio Pantoja e Henrique Jäger, que foi indicado ao conselho pela Petros.