Tipo importação

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Sonia Racy

08 Fevereiro 2013 | 01h05

Marcelo Queiroz/Estadão

Marcelo Rehder, presidente da SPTuris, entra na avenida com a expectativa de receber 110 mil pessoas no Sambódromo do Anhembi. Mas o que ele quer mesmo comemorar é a permanência dos turistas depois do carnaval. “Em 2012, os visitantes ficaram cinco dias por aqui, ou seja, curtiram a folia e a cidade”, disse à coluna.

A Prefeitura investiu R$ 34 milhões no carnaval, mas os números, admite Rehder, ainda estão aquém da festa carioca. Em SP, as escolas do Grupo Especial gastaram, em média, R$ 2,9 milhões. No Rio, foram cerca de R$ 6 milhões.

O que há de novo no carnaval de São Paulo este ano?

O evento está evoluindo. Tem melhorado em qualidade técnica e organização, ano a ano. Em 2013, teremos uma nova área no Anhembi – que, depois, será usada para eventos –, o Espaço Anhembi. Tem capacidade para 3 mil pessoas e abrigará o Camarote da Cidade.

Houve também mudanças em relação à apuração?

Aumentamos as multas e não haverá presença do público. Será acompanhada apenas por dez integrantes de cada agremiação. O controle de acesso, antes feito pela Liga das Escolas de Samba, estará a cargo da Prefeitura e da SPTuris.

O perfil do público do carnaval de SP está mudando?

Gradativamente. No ano passado, dos 110 mil espectadores no carnaval, cerca de 11 mil eram turistas. De estrangeiros, os números ainda são baixos – na ordem de 1%.

Qual a importância da Fábrica do Samba para a cidade?

Vai colocar o carnaval de SP em outro patamar. A festa tem se profissionalizado, se organizado. Mas a Fábrica do Samba – que abrigará os barracões das escolas do Grupo Especial – ajudará na logística também. As escolas terão um lugar mais apropriado para fazer suas fantasias e seus carros alegóricos. A ideia é transformá-la em polo turístico durante o ano, de visitação, com atividades sobre o carnaval.

A expectativa é que ficasse pronta em 2013…

Não vai ficar pronta no final do ano, mas estamos estudando a possibilidade de que os barracões estejam prontos para o carnaval de 2014.

Já é possível dizer que o carnaval é um patrimônio da cidade, como ocorre no Rio?

Já faz parte da nossa história, mas ainda temos muito a caminhar./THAIS ARBEX