Tia Eron e seu voto fatal

Sonia Racy

08 de junho de 2016 | 00h27

Nos tempos de vereadora, em Salvador, a hoje deputada Tia Eron – voto decisivo sobre Eduardo Cunha – se autointitulava a primeira mulher negra na Câmara. O apelido de “tia” veio das aulas que dava em uma escola da Igreja Universal – da qual sai a maior parte dos seus votos.

Colegas da Câmara admitem que mal a conhecem. Os projetos que apresentou incluem alguns voltados à mulher e contra discriminação racial ou religiosa. Um deles propõe que a suplência de uma deputada seja ocupada obrigatoriamente por uma mulher. Outro propõe que crimes raciais e contra religiões fiquem sempre com a PF.

Tia Eron

Até ontem à tarde, mais de 5 mil comentários apareceram na página do Facebook da deputada. A maioria pedindo que vote pela cassação de Cunha. No Twitter, duas hashtags foram usadas por colegas seus, como Luiza Erundina: #vemtiaeron e #tiaeroncadevoce.

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