“Tenho um tesão absurdo por trabalhar”

“Tenho um tesão absurdo por trabalhar”

Sonia Racy

15 de agosto de 2015 | 01h10

Foto: Fernando Louza

Giovanna Antonelli será Atena, a vilã da próxima novela das nove da Globo, A Regra do Jogo, que estreia dia 31 – e chega com a missão de espantar o mau momento, em termos de audiência, vivido pela emissora. Escrita por João Emanuel Carneiro – que antes fez Avenida Brasil –a história tem direção de Amora Mautner. Aos 39 anos e com mais de vinte de carreira, a atriz tem outro papel na vida real – o de empresária de sucesso. Tem seu nome associado a quatro marcas e leva adiante três projetos próprios – um deles o Pomar Orgânico, restaurante que abriu com o amigo Reynaldo Gianecchini. Os outros são a Giolaser, rede de clínicas de depilação que pretende expandir para todo o Brasil, e o Bazar Giovanna Antonelli, dedicado a ações beneficentes.

Esbanjando carisma, ela entrega seu mantra: “Abundância entra na minha vida de maneiras surpreendentes e milagrosas”. A seguir, trechos de sua conversa com a coluna, em uma suíte do Hotel Tivoli, nos Jardins.

Como definiria Atena, sua próxima personagem na novela A Regra do Jogo?
É uma mulher livre, amoral, não tem um caráter muito reto. É estelionatária e consumista, mas ao mesmo tempo muito inteligente e rápida, com muito humor. Está sendo muito divertido interpretá-la.

É a vilã da história?
Exatamente. Ela se passa por Atena, só que na verdade é Francineide. Existe, na história, um jogo de duas pessoas em uma só.

Você viveu outra vilã em Da Cor do Pecado, também escrita por João Emanuel Carneiro. Como está sendo seu reencontro com o autor?
Estou curtindo muito esse retorno, que ocorre depois de dez anos. Da Cor do Pecado foi a primeira novela do João. Também estou amando trabalhar com a Amora, porque ela adora dirigir ator, temos no dia a dia uma troca muito boa nas cenas e nas ideias.

A última novela de João Emanuel foi Avenida Brasil, que bateu todos os recordes de audiência e sucesso. Teme alguma comparação?
Olha, não tenho medo de nada. Não posso falar pelos outros. Faço o meu trabalho nessa novela como faria em qualquer outra. Sou apaixonada pelo que faço, me jogo de cabeça, para mim não tem limites. Quando me apaixono por um personagem eu vou, pego, faço, gosto de criar, acordo pensando, sabe? Tenho um tesão absurdo de trabalhar.

Além de atriz, você se tornou uma superempresária. Assina desde linha de esmaltes até clínicas de depilação a laser. É formada em administração?
Não, mas adoro, me interesso muito por negócios e faço tudo com muito amor. Só coloco meu nome naquilo em que realmente acredito. Atualmente estou com quatro licenciamentos. Com a Colorama, Triton, Rommanel e Líder – e três empreendimentos meus, o Bazar Giovanna Antonelli, a Giolaser, que até o fim do ano pretendo abrir mais dez franquias no País, e o restaurante Pomar Orgânico, que abri com o Reynaldo Gianecchini e outros sócios no Rio.

Campeã de ligações na Globo, você é muito carismática. Querem saber seu corte de cabelo, seu esmalte. Acha que isso a ajudou a se tornar uma “business woman”?
Sou uma atriz completamente intuitiva, nada racional. Trabalho com a minha emoção. O olhar é o espelho da alma e acho que é essa verdade que passo para o público. Também são vinte e tantos anos de carreira, fui crescendo junto com esse público, estamos envelhecendo juntos. Rola essa empatia.

Considera-se atriz popular?
Sem dúvida. Tudo que faço é pensando nas pessoas que me acompanham. É o mínimo que posso fazer para retribuir tanto carinho.

Seu modo de ser sugere uma pessoa muito positiva. Professa alguma religião?
Acredito em tudo, minha filha. Tudo, tudo, tudo (risos)! Tenho um mantra, que é o seguinte: “Abundância entra na minha vida de maneiras surpreendentes e milagrosas”. Mentalizo toda a manhã. Abundância é a palavra.

Sobre a crise que o País tem vivido: pretende participar de algum protesto amanhã?
Não, mas é muito sério o que está acontecendo com o Brasil. Fico pensando se, por exemplo, eu fosse ministra da Saúde e na minha gestão eu e minha família só pudéssemos usar o que é oferecido à população. Quem sabe, por aí, começassem a melhorar as coisas, os hospitais, as escolas. Seria o melhor dos mundos. / SOFIA PATSCH

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