“Tem sempre gente pronta para derrubá-la”, afirma mãe de Pugliesi

“Tem sempre gente pronta para derrubá-la”, afirma mãe de Pugliesi

Sonia Racy

27 de abril de 2020 | 11h53

Vera Minelli. Foto: Lu Prezia

Sem dormir de domingo para segunda (27), Vera Minelli, mãe da influencer Gabriela Pugliesi, diz estar “horrorizada” com os ataques feitos à filha. Na noite de sábado, Gabriela reuniu um grupo de amigos em sua casa  e gerou polêmica por fazer “uma festa”durante a pandemia da covid-19.

“Eu conheço a filha que eu tenho, eu sei qual o coração dela.  Parece que tem sempre gente pronta para derrubá-la o tempo todo. Chegaram e dizer que ela fingiu que estava doente para aparecer. É de enlouquecer qualquer pessoa. Não estou justificando o que ela fez, ela errou, mas quem não erra? É todo mundo perfeito? ”, disse em entrevista a esta coluna. 

Gabriela foi diagnosticada com covid-19 em março e já se recuperou. A influencer, assim como outras pessoas, contraiu o vírus na festa de casamento de sua irmã, Marcela Minelli.

De acordo com Vera, Gabriela está há mais de 40 dias sem sair de casa e o comentário postado em suas redes e posteriormente apagado, em que ela dizia “Foda-se a vida”, não foi “de forma alguma literal”.

“Jamais ela quis dizer que quer que todo mundo se foda. Foi uma forma de extravasar.  Ela estava bêbada. Como todo mundo que bebe e está sujeito a falar besteira”, explica.

Vera diz que tanto ela como toda a família, inclusive a irmã médica de Gabriela, Ornella Minelli, acham que a influencer errou. “Claro que reconhecemos que não foi legal, mas foi um deslize. Conheço muita, mas muita gente que está reunindo grupos pequenos para tomar vinho em casa. Aliás, todo mundo está fazendo isso. Mas não postam, né?

Segundo ela, as boas ações de  Gabriela – que foi doar sangue durante a pandemia – não aparecem. “Ela foi para ajudar as pessoas. Eu estava com medo que ela fosse a um hospital agora, porque está muito magrinha, mas ela insistiu”.

Com a filha “extremamente triste em casa”, Vera espera que a situação se resolva da melhor maneira. “Eu, como mãe, nunca vou me acostumar a isso, essa crueldade. Mas logo a internet arruma outra pessoa para massacrar”.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: