Tatto pede tempo para renegociar reajuste de contratos de ônibus

Sonia Racy

28 Agosto 2015 | 17h31

Após o anúncio, por empresários de ônibus, de que podem parar no dia 1.º, se a Prefeitura não autorizar o reajuste dos contratos nos termos já firmados em julho, de 11,82%, o secretário dos Transportes, Jilmar Tatto, convocou reunião, às pressas, para renegociar com o grupo. Pediu, no encontro, mais uma semana — até sexta que vem — para resolver a questão com Haddad. Não se falou de índices.

Como informou mais cedo esta coluna, a Prefeitura alegou queda de arrecadação para anunciar, dia 24, que o reajuste seria de apenas 6,82%.

Os empresários, que são ex-perueiros das cooperativas de transporte público, concordaram com o pedido do secretário. Mas advertem: se não for autorizado o porcentual combinado antes, de 11,82%, vão deixar os ônibus nas garagens a partir de 8 de setembro.

Na segunda-feira, 31, o grupo vai protocolar documento na Prefeitura em que insiste no reajuste de 11,82%. No qual 6,82% correspondem a uma das cláusulas do contrato e os outros 5% se referem à perda de passageiros –­ item também previsto no acerto anterior.

Ontem, a assessoria do secretário Tatto afirmou, em nota, que a correção de 6,82% segue as regras contratuais.