Tá russo

Sonia Racy

04 de julho de 2013 | 01h07

Pelo que se apurou, André Esteves estaria concentrado em tentar uma saída para quatro empresas do Grupo X: MMX, MPX, LLX e OSXB.

As negociações estão difíceis, pois os “compradores” querem ver os ativos se desvalorizarem ainda mais para poder adquiri-los na bacia das almas. Ou em uma eventual recuperação judicial.

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O fato é que nunca antes na história deste País viu-se algo como a derrocada do Grupo X. Mas o que chamou mesmo a atenção dos investidores estrangeiros foi a maciça adesão de grandes bancos ao projeto.

Se Eike é um sonhador sem freios, como muitos que o conhecem sabem, o sistema financeiro não é. “Eles inflaram as empresas e venderam para o mercado – que hoje vê as ações compradas virarem pó”, atesta conhecido empresário próximo do carioca.

O mercado estima que existam 50 mil pessoas físicas detentoras de ações cuja sigla termina com X.

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Eike contratou empresa de headhunter para procurar profissionais que toquem sua IMX. Só na CSM Brasil, onze diretores foram contactados. Nenhum aceitou a proposta.

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E a Accenture abandonou os trabalhos de implantação da plataforma SAP na OGX. Motivo? Falta de pagamento.

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