Suspense paulista

Suspense paulista

Sonia Racy

02 de julho de 2013 | 01h11

Foto: Wilton Junior/Estadão

No momento em que São Paulo era apresentada, em Paris, como candidata a sede da Expo-2020, as ruas da cidade eram tomadas por manifestantes. A coluna conversou com Gastão Vieira, ministro do Turismo, sobre o que ele considerou “uma coincidência desagradável” e os desafios para a Copa e a Olimpíada.

As manifestações podem ter diminuído as chances de São Paulo vir a ser escolhida como sede da Expo-2020?

Os fatos ocorridos recentemente na cidade podem, sim, influenciar na decisão do Bureau International – em novembro. Além disso, houve certo atraso de nossa parte, há cidades que estão na nossa frente. Fizemos uma apresentação baseada na paz, na boa convivência dos povos que ergueram São Paulo.

Até que ponto os protestos podem arranhar a imagem do Brasil lá fora e também a dos grandes eventos que vêm por aí?

É uma preocupação. Até porque eventos como Copa e Olimpíada não trazem retorno a curto prazo. Estamos monitorando o impacto que as manifestações podem ter sobre a imagem do Brasil, principalmente o lado violento dos protestos. Mas na Turquia, por exemplo, não temos notícia de que tenha havido queda de turistas, apesar das manifestações por lá. O importante é dar ao turista estrangeiro a certeza de que o Brasil é um país democrático, em que as pessoas podem se manifestar livremente.

No caso da Jornada Mundial da Juventude, no Rio, houve mudança no planejamento?

Até agora, não. Independentemente do que está acontecendo, é preciso ficar atento à segurança do papa.

Em Salvador, durante a Copa das Confederações, houve greve no setor hoteleiro. Como evitar que isso aconteça durante a Copa do Mundo?

Estamos dialogando com o setor. O governo não tolerará abusos nem extorsões nessa área. Temos meios para agir e agiremos./DANIEL JAPIASSU

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