Sugar Dinner

Redação

24 de outubro de 2009 | 10h43

O Sugar Dinner, com o nome acrescido de “Ethanol”, é um secular jantar inventado em Londres, há mais de 100 anos. Preserva até hoje seu formato “black-tie” que resultou no espaço da Bienal no Ibirapuera tomado de mais de mil “pontos” humanos em preto e branco.

Com raras exceções, como Jamal Al Ghurair, dono da maior refinaria de açúcar do mundo, a Al Khaleej Sugar. Ele foi sem smoking. Como está o mundo do açucar pós-crise? “Não tivemos crise, crescemos”, apontou Ghurair. O moço, sediado em Dubai, compra açúcar bruto somente do Brasil. Depois, refina e produz 2 milhões de toneladas para 40 paises do mundo inteiro.

Traders da Índia, da Europa, dos EUA e até da China lotaram o salão. Preocupações? Só de financiamento, a demanda está forte. Do Brasil faltaram alguns usineiros conhecidos, envolvidos com a reestruturação de suas próprias empresas.
Durante o jantar, houve uma tradicional brincadeira. Empresários ingleses do século retrasado, aborrecidos com os discursos de ministros, começaram a apostar entre si sobre quanto duraria o falatório. Quem se aproximasse mais do tempo correto ficava com o bolão. Hoje isto se repete.

Foi Luciano Coutinho, do BNDES, a vítima. Irônico, ameaçou interromper seu discurso para atrapalhar a jogatina. Mas o suspense só acabou aos 14 minutos e meio da sua fala.

Por Sonia Racy

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