Sucesso em Pantanal, Isabel Teixeira crê que público se ‘reconhece’ em Bruaca

Sucesso em Pantanal, Isabel Teixeira crê que público se ‘reconhece’ em Bruaca

Marcela Paes

03 de junho de 2022 | 01h00

Isabel Teixeira como Maria Bruaca na gravação de Pantanal. Foto: João Miguel Jr.

Nesta semana, um grupo de amigos que se reúne todas as noites para assistir à novela chamou atenção nas redes sociais. Formado por 15 homens de Campo Grande, eles se encontram religiosamente em um boteco para ver Pantanal – obra que é fenômeno de público e um dos maiores sucessos da dramaturgia da Globo dos últimos tempos. Dentre os personagens queridinhos – daqueles que fazem os amigos e o Twitter vibrar – está Maria Bruaca, interpretada por Isabel Teixeira. Na trama, ela vive uma mulher oprimida pelo marido que começa um processo de libertação.

“Eu ainda estou tentando entender porque as pessoas torcem tanto pela Maria Bruaca. Acho que é porque ela está em um processo de transformação que nem sempre é fácil, demora. As pessoas se reconhecem nisso”, diz. Isabel também percorreu um longo caminho antes de estrear na televisão, em 2019. Ela já atua e dirige peças há 38 anos, mas, com Bruaca, diz que está sentindo a mesma empolgação e paixão de quando estava na escola de artes dramáticas, aos 20 anos. “E ainda tenho a sorte de conviver com gente que tem muita experiência no audiovisual, como o Murilo Benício”, diz, citando o ator que dá vida ao marido carrasco.

A participação em Pantanal tem um tom familiar. O pai de Isabel, o músico Renato Teixeira, fez uma participação na trama e seu irmão, Chico, atuou na primeira fase da história. Além dos antigos fãs do gênero, a trama também chamou a atenção de um grupo que parecia só ter olhos para as séries produzidas por streamings: a geração Z (jovens nascidos entre a segunda metade dos anos 1990 até o início do ano 2010). “Acho que o sucesso é justamente porque é uma história clássica, com um tronco central bem definido”, diz Isabel.

Os comentários feitos em tempo real durante a exibição dos capítulos empolgam a atriz, que diz ser transportada para época em que passava férias em Ubatuba e sua tia recebia os vizinhos para assistir à novela juntos. “Vinha todo mundo. Os pescadores, o pessoal da igreja. A gente fazia piada, ria, torcia. E nas redes sociais é a mesma coisa”

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