Startups da Poli ganham aceleradora

Startups da Poli ganham aceleradora

Sonia Racy

28 Dezembro 2017 | 00h53

Alunos da USP e, principalmente, da Escola Politécnica ganharam este mês uma aceleradora de startups para apostar nos projetos saídos da universidade. A PoliStart é uma iniciativa de ex-alunos de engenharia de produção da turma de 1980, em parceria com a Fundação Vanzolini – instituição ligada aos professores da área.

A proposta é oferecer mentoria e, eventualmente, investir nas empresas de ex-alunos, mestrandos, doutorandos e até alunos de graduação.

De acordo com Roberto Marx, diretor da Fundação Vanzolini e professor da Poli, as ideias que já existem nesse sentido dentro da USP têm algumas restrições, como falta de tempo dos professores ou regras da universidade.

“Queremos ser menos dependentes dessas restrições”, explicou à coluna.

A PoliStart também criou o PoliAngels, um clube de investidores anjos que terão preferência para avaliar as propostas que forem surgindo. O grupo é inspirando no Harvard Angels, integrado por ex-alunos da universidade americana.

A criação de um fundo de investimento próprio está nos planos futuros das pessoas envolvidas. Na semana passada, a PoliStart levou dez startups para se apresentarem no Cubo, iniciativa de fomento ao empreendedorismo do Itaú Unibanco e do fundo de capital de risco Redpoint Ventures. Saíram de lá elogiados pelo diretor do Cubo, Flávio Pripas, que confirmou uma parceria com a nova aceleradora.

“A universidade forma talentos e, se conseguirmos colocá-los em prol da criação de novos negócios, produtos e serviços, conseguiremos mudar o País de patamar”, avaliou o diretor. /PAULA REVERBEL