SP precisaria triplicar as torres para a telefonia melhorar

Sonia Racy

10 de junho de 2016 | 12h43

A má qualidade da telefonia, em São Paulo – o que inclui a lentidão na transmissão de dados, em geral –, só será superada quando a lei permitir que se instalem novas torres de transmissão. O cálculo é que as atuais 5.603 precisariam ser triplicadas, passando a algo acima das 15 mil.

A conclusão é da Abrintel, associação das empresas de infra-estrutura desse setor. O problema, dizem os técnicos, é que a lei que permitiria as novas torres (PL 751) está parada desde 2013 na Câmara municipal. E, sem segurança jurídica, a área não se dispõe e fazer os investimentos, que chegariam aos R$ 4 bilhões.

Entre outros itens, a lei anterior, de 2004 — quando as bases dessas torres eram imensas, exigia uma largura mínima das ruas e avenidas onde elas seriam instaladas. Hoje, os novos modelos têm na base o tamanho de uma máquina de lavar, e poderiam ficar praticamente em qualquer ponto. E incluem, entre outras, capacidades para telefonia, tráfego de dados, aplicativos como Whatsapp e Waze e  máquinas de cartão.

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