SP-Arte volta presencial e mantém digital com ganho de audiência

Marcela Paes

20 de outubro de 2021 | 00h50

Fernanda Feitosa, da SP-Arte

Fernanda Feitosa. Foto: Daniel Teixeira

Iniciada para remediar a crise da pandemia, a incorporação do digital ao mundo da arte parece ter vindo para ficar. Em sua 17ª edição, a SP-Arte é um dos exemplos disso. Neste ano, a feira vai promover, a partir de hoje, a união entre o presencial e o digital com obras expostas na Arca – galpão industrial dos anos 1960 – que podem ser acessadas online por meio de Viewing Room. “Mesmo as galerias que estão só no online poderão ser acessadas por meio de QR codes na mostra presencial”, explica Fernanda Feitosa.

Animada com o formato, a criadora do evento acha que o digital, além de democratizar o acesso nacionalmente, também traz mais visitantes de fora do País. “No ano passado, quando fizemos a primeira feira totalmente online, tivemos 100 mil visitantes únicos. Contra a média de 35 mil nos outros anos. A porcentagem de estrangeiros na soma total, subiu de 3% para 15%”.

Mercado da arte

Quem visitar terá chance de entender melhor como o digital funciona na arte – tanto em termos de vendas como na facilitação de parcerias entre artistas. O projeto SP-Arte Experiências Digitais traz convidados para falar sobre propostas criativas no campo digital.

Mercado? Fernanda prefere não fazer previsões mas, segundo ela, as perdas com a crise global da covid-19 foram mais amenas que as sentidas na crise financeira de 2008. “Quando se deu o crash, perdemos 30% das vendas. Agora, pesquisas mostram que a queda até o momento se limitou a algo como 22%.”

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