SP-Arte

Sonia Racy

08 de abril de 2015 | 01h10

O mundo das artes está extremamente curioso para saber o resultado das vendas realizadas durante a SP-Arte – que abre hoje, para convidados, no prédio da Bienal, e acaba domingo.

Trata-se do primeiro termômetro mais abrangente do impacto da crise econômica brasileira no setor.

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Arte, no entender dos colecionadores, é, sim, apaixonante, mas ainda é “o supérfluo dos supérfluos” – como classificou ontem um grande empresário do setor.

Acredita-se, inclusive, que esta edição da feira será mais difícil para os galeristas internacionais do que para os nacionais. Tudo por conta da alta cotação do dólar.

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Fernanda Feitosa tem confiança em que a crise não chegará ao pavilhão da Bienal. A organizadora da SP-Arte admite que “há uma crise moral e política no País”, mas que é preciso tomar cuidado com uma outra, “a crise de… espírito”.

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Com este mote, Fernanda colocará, na entrada da feira, uma urna para coletar doações aos museus brasileiros. Serão beneficiados Masp, MAC, MAM e a Pinacoteca.

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Um robô circulará pelos corredores da exposição, dando dicas sobre obras e galerias aos visitantes. Projeto da Idea Zarvos em parceria com o publicitário Erh Ray.

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A Lisson Gallery trouxe trabalho inédito de Anish Kapoor: um espelho fragmentado de 1,8 m de diâmetro saído direto do estúdio do artista para a feira.

Já o projeto Latitude – Platform for Brazilian Art Galleries Abroad trouxe a São Paulo um grupo de 11 colecionadores belgas e art advisors americanos.

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E, este ano, a Bienal receberá conjunto de artistas com viés político: Attila Csorgo, de Budapeste, Maja Bajevic, de Sarajevo, e o cubano Diango Hernández.

Três galerias abrirão espaço em seus estandes para solos de artistas Rosemarie Castoro estará na americana Broadway 1062; Luis Camnitzer, na também americana Alexander Gray Associates; e Marina Abramovic na Luciana Brito.

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