‘Sou bem amiga do casal Moro’, diz empresária

‘Sou bem amiga do casal Moro’, diz empresária

Sonia Racy

22 de janeiro de 2020 | 00h56

LYDIA SAYEG E SERGIO MORO NO RODA VIVA. FOTO: SILVANA GARZARO/ESTADÃO

 

Quando Sérgio Moro vem a São Paulo com Rosângela, é certo que o casal se encontra com Lydia Sayeg – tradicional joalheira comandante da Casa Leão e que em 2012 participou do reality show Mulheres Ricas (Band). Sayeg foi a única convidada de Moro para assistir ao Roda Viva, anteontem, dentro do estúdio. Moro compareceu sem a mulher, que assistiu em casa. Rosângela, que é advogada, postou no seu Instagram a selfie da amiga Sayeg com o juiz paranaense Anderson Furlan. Os dois enviaram o click diretamente da TV Cultura. “Fiquei amiga mesmo. Amiga que troca receita e toma vinho junto”, contou a joalheira, que conversou com a repórter Cecília Ramos.

Você foi convidada para o Roda Viva por Moro. Teve um momento em que o ministro a chamou para entrar no estúdio com ele…
É. Foi muito bonitinho, né? Ele é muito carinhoso. Eu acho Moro muito educado e ético. E acho que todo mundo estranha que existam pessoas assim. Sou bem amiga do casal. Então quando eles vêm para SP a gente se encontra. E o convite (para o Roda Viva) partiu do casal. (Rosângela viu o programa em Curitiba e postou foto em frente à TV no seu Instagram, rede social que usa muito e tem fotos em jantar em SP com Lydia, Joice Hasselmann e Moro).

Como começou essa amizade?
Faz uns três anos. Moro era juiz. Foi superengraçado. Eu conhecia a Rosângela. Eu era meio desligada, não sabia quem era ela. Fiquei amiga mesmo. Amiga que troca receita e toma vinho junto. Ela é muito verdadeira, não tem máscaras. A vida dela é trabalhar para causas beneficentes, da Casa Hunter, que cuida de doenças raras.

Comenta-se que ela poderia ser primeira-dama…
Total capacidade. Acho que ela é uma Michele Obama. Mas não creio que eles tenham nenhuma pretensão. Acho que vai vir de forma natural, se vier. Mas tem essa hierarquia….

Se refere a Bolsonaro?
É… E hoje em dia falar de política é complicado. Eu acho que o casal é da lei, da justiça. Se ele fosse (presidente) seria uma sorte para os brasileiros. Acho que seria uma bênção. Aí a gente podia dizer que Deus realmente ama o Brasil. Mas não sei se é o que eles querem, né?

Moro não negou a pretensão de disputar a Presidência…
Ele não nega porque nem ele mesmo esperava ser ministro da Justiça. Que bom que ele não nega. Como ele disse: é muito pior quem nega e depois rasga o papel.

Você se diz ‘bolsominion’. E aí? Será Moro ou Bolsonaro na próxima eleição?
Não vai existir “ou”.  Ele respeita muito o presidente. Eu sempre fui mesmo bolsominion, bolsoroxa. Eu adoro a família Bolsonaro. Então posso te dizer: não vai ter ‘ou’. Acho que Moro vai acatar (o que Bolsonaro decidir). Acho uma chapa maravilhosa, Bolsonaro e Moro.

Assistiu ao filme Democracia em Vertigem, que concorre ao Oscar na categoria ‘Melhor Documentário’?
Não vi. Acho que não quero ver, porque fico revoltada. Não sou controlada como Moro.  No meu meio ninguém viu. Sinto muito.

Você declarou, em 2012, que o brasileiro tem certa ‘raiva’ de quem é rico. Acha que com Paulo Guedes isso está mudando?
Sim. Ele começou a mostrar que o Brasil precisa dos empresários e dos empregos. E isso é a máquina que movimenta o mundo. Adorei que o Bolsonaro deu o 13.º do Bolsa Família. Ele continua sendo uma pessoa simples. Acho isso bacana.

Como empresária, acha que a economia está melhorando?
Sim. A minha empresa tem 107 anos e não por incapacidade – talvez por eu ser muito correta, eu só consegui ter uma loja só, porque é muito oneroso ser correta neste país. Eu tenho 20 e poucos funcionários mas estão há mais de 20 anos na minha empresa e fiz de tudo para manter todos os empregos. E consegui! Passei por mais uma crise.

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