Solução para BR Distribuidora ‘não era possível nos anos 90’

Solução para BR Distribuidora ‘não era possível nos anos 90’

Sonia Racy

28 de julho de 2019 | 01h00

.

BR DISTRIBUIDORA. FOTO PETROBRÁS

De modelo…

A “desprivatização” da BR Distribuidora, sem alarde, na semana passada, chamou atenção. A pergunta mais ouvida foi: por que os governos anteriores não adotaram modelo semelhante, que é o do aumento de capital da empresa de maneira a diluir a participação da União para menos que 50%?

Por que o governo de FHC, por exemplo, reconhecido pelo seu bem-sucedido projeto de privatização, não adotou essa linha?

…a modelo…

Pelo que se apurou, há duas razões básicas: primeira, o tamanho do mercado de capitais brasileiro no fim dos anos 90 contou muito para o descarte da solução. Esse modelo de diluição da participação do governo – adotado com vigor por Margareth Thacher, a famosa Dama de Ferro – contou com o tamanho significativo da Bolsa de Londres. O que não se verificava, à época, no Brasil.

…vai a privatização

A segunda razão é monetária: na venda direta de estatais, além de o governo conseguir maior preço pela venda do bloco de controle, todo recurso arrecadado entra direto no Tesouro. Na diluição do acionista, como no caso da BR Distribuidora, o resultado do aumento de capital vai para o caixa da ex-estatal.

Plano Real aos 25

FHC, Pedro Malan, Edmar Bacha, Gustavo Franco e Persio Arida estão entre as estrelas do documentário Real: Muito Além de uma Moeda, que estreia – no espaço Civi-Co – nesta terça, quando ela completa 25 anos de existência. Produzido pelo Livres, o filme conta o difícil processo de implantação da nova moeda, em julho de 1994.

Tela e música

Estão voltando os concertos que combinam arte e música promovidos por Masp e Osesp. No dia 7, no museu, uma pintura de Lasar Segall é analisada em debate e relacionada a obras de Bach, Webern e Bela Bartok.

Leia mais notas da coluna:
+ Ricardo Rihan é confirmado na Secretaria de Audiovisual
+ Governadores do PSB são contra punir quem votou por reforma

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.