Sobre rodas

Sonia Racy

11 Março 2017 | 00h45

A nova modalidade das concessões rodoviárias de São Paulo acabou atraindo um outro tipo de investidor que antes não poderia entrar sozinho na disputa: os fundos de investimento, segundo explica Saulo de Castro, secretário de Governo do Estado.

Foi assim que o Pátria venceu ontem a Concessão Centro-Oeste, com lance de R$ 1,3 bilhão, ágio de 130%. “Aproveitaram os editais do Estado que passaram a permitir que os atestados técnicos, antes restritos aos licitantes (em geral, as empreiteiras), fossem oferecidos por empresas contratadas pelo interessado”, explica.

Rodas 2

Em outras palavras: o Pátria pode participar sem ter, obrigatoriamente, um parceiro operador ou empreiteira.

Sob asas

Semana que vem, no primeiro leilão da União, Temer ficará sabendo qual é o atual apetite dos investidores por quatro aeroportos no Brasil. Na lista de interessados considerados firmes estão a Vinci (francesa), Zurich Airport e Fraport. Já a espanhola OHL desistiu e há dúvidas sobre Pátria, CCR e InfraAmerica.

Outro lado

Atacada, a Propeg – que não é alvo da Lava Jato – informa estar preparada para todas as etapas da concorrência da Petrobrás. Investigada na operação Hidra Lerna, a agência diz possuir forte processo de compliance.

Aviso ao credor

A Schahin acredita ter encontrado argumento para defender sua recuperação na Justiça: o fato de a Petrobrás ter emitido, em fevereiro, certificado que atesta “excelentes resultados” na operação do navio-sonda Vitória 10.000 – ativo no qual a companhia baseia sua sobrevivência. O plano de recuperação da empresa será julgado em SP segunda-feira.

Volta à guerra?

Lula deixou claro anteontem, à bancada paulista do PT – segundo apurou a coluna – que é preciso fazer oposição ferrenha ao PSDB no Estado e tratá-lo como inimigo. O tom do ex-presidente, confirmado por presentes, foi interpretado como crítica ao grupo que, na Assembleia estadual, defende aliança com os tucanos – em troca da primeira-secretaria.

Guerra 2

No encontro, Lula desfilou os prós e contras de assumir a presidência do PT. E deixou claro que aceitar essa missão pode atrapalhar sua candidatura em 2018.