Sobre diferenças

Sonia Racy

28 de setembro de 2012 | 01h01

Faltam 40 dias para a eleição norte-americana e Obama deve ganhar “pela margem”, apostou Al Gore, anteontem, durante almoço fechado para cerca de 20 usineiros e empresários do agribusiness, no Grand Hyatt, em São Paulo.

No Brasil para participar do Global Agribusiness Forum, montado pela empresa XYZ e pelo consultor Plínio Nastari, o ex-vice-presidente dos Estados Unidos destacou a vantagem de Obama em estados como Ohio: “Ele está oito pontos à frente de Mitt Romney por lá e ninguém, na história dos EUA, venceu a eleição sem liderar no estado”, justificou o democrata.

O que muda nas relações entre Brasil e Estados Unidos caso Romney seja eleito? “Não sei. E se você perguntar a ele, não vai te responder, porque também não sabe”, sentenciou o vice de Bill Clinton.

Obama sinalizou com mudanças em relação à América Latina? “Esse assunto não chegou à campanha. Mas, pessoalmente, não acredito em grandes mudanças na política externa se ele for reeleito.” Nem para o Oriente Médio? “Olha, estou no Brasil e não vou falar sobre esse assunto.”

No cenário global, Al Gore mostrou preocupação com o desaquecimento da economia na China e com as dificuldades da Índia em relação à infraestrutura e à corrupção.

E o Brasil, como o senhor vê?

“Vocês são a nova aposta do mundo.” Mas qual a diferença entre a situação indiana e a brasileira? Afinal, aqui também temos corrupção e falta infraestrutura… Visivelmente incomodado, o defensor da sustentabilidade no mundo, que cobrou US$ 250 mil para passar pelo fórum de Sampa, saiu-se com… “um bilhão de habitantes”. Provocou risos entre os presentes.

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