‘Só tentei ajudar’

Redação

17 Fevereiro 2010 | 08h25

Numa cadeira de rodas por conta de três AVCs, aos 76 anos, esperando em um espaço para ser levado ao camarote da Grande Rio, Joãosinho Trinta ficou meia hora sozinho, enquanto não diminuía o tumulto. Foi quando conversou com a coluna e se disse “muito sentido” pelo modo com foi excluído, depois do episódio em que fez a ponte entre a Beija-Flor e o governo de José Roberto Arruda, no ano passado.

Não está magoado com a antiga escola. “Olha, eu só tentei ajudar”, defendeu-se. A escola “precisava de dinheiro para o desfile para comemorar os 50 anos de Brasília. Só isso. Mas fui excluído daquele jeito… Fiquei muito sentido. A comissão me afastou do meu próprio projeto de trabalho.
Não torce mais pela antiga escola. “Minha escola agora é a Grande Rio”.
Não faz parte de seus planos voltar à avenida. “Estou morando e trabalhando em Brasília. Lá sou cidadão honorário, sabia? Agora o que quero é trabalhar para o carnaval brasiliense.”

Como previsível, não quis nem saber de falar do desfile da Beija Flor. Sobre o panetonegate, cortou: “Prefiro não falar sobre isso.”