“Ser uma estrela custa caro”

Sonia Racy

06 de março de 2011 | 23h00

Roberta Close, 47 anos, foi ao Baile do Copa sem o marido, Roland Granacher, com que está há 19. De onça dos pés á cabeça, falou à coluna.

Lea T. e a ex-BBB Ariadna são transexuais famosas. O assunto deixou de ser tabu?

Infelizmente fui muito mal recebida na minha época. Até uma pessoa que mata a outra, como o assassino da filha da Glória Perez, fica poucos anos na cadeia e consegue a liberdade. Eu estive “presa” 18 anos, tentando tirar meus documentos. O que fizeram comigo foi tortura psicológica. Tenho dezenas de laudos médicos por causa disso. Sempre dificultaram minha vida. Hoje a lei mudou e os documentos saem em dias. É um avanço.

Que tipo de trabalho faz hoje?

Nada. Nunca me chamam para nenhum trabalho. Tentei trabalhar como atriz, mas é muito difícil porque temos muitas delas no País. E quando me chamavam era sempre para fazer algo misturando minha vida pessoal com a profissional. Daí não é legal, né? Mas a garota do BBB foi tirada do programa não por ser transexual, mas por causa do estilo dela. O brasileiro está acostumado com Rogéria e Roberta Close, ou seja, exige algo mais belo e sofisticado.

Posaria nua novamente?

Sim, mas por necessidade financeira, não por prazer. Porque, infelizmente, na vida a gente precisa sobreviver, tem gastos. Ser uma estrela custa caro, né? Para usar um vestido desses, uma maquiagem como esta, vai dinheiro. Vejo fotos como opção de trabalho.

Ganhou cachê para vir?

Vim por prazer, não ganhei nada. É carnaval, não quero ficar em casa.

DÉBORA BERGAMASCO

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