Senadora vai acelerar projeto que prevê quarentena a indicados para agências reguladoras

Sonia Racy

19 de fevereiro de 2020 | 00h45

SIMONE TEBET (PMDB-MS). FOTO: ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO
SIMONE TEBET (PMDB-MS). FOTO: ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO.

 

 

Simone Tebet, presidente da CCJ do Senado, segue disposta a barrar o lobby que o mercado exerce sobre quem regula setores como energia, aviação e telefonia. Vai apressar a tramitação de projeto de sua autoria que impõe quarentena de um ano aos candidatos a dirigir agências reguladoras após seu desligamento da empresa onde atuavam.

Para tanto, Tebet designou Antonio Anastasia, do PSD, para relatar a matéria. Ela acha que dá pra passar o projeto até abril.

Quarentena 2

O item que previa a quarentena foi vetado por Bolsonaro na Lei Geral, em vigor desde o ano passado. Ele retorna à vitrine num momento em que as companhias aéreas low cost se unem para tentar cobrar dos passageiros pelo uso do compartimento acima dos assentos. A Anac foi acionada pelo MPF.

Dez segundos

Fernando Capez, do Procon, gravou vídeo alertando os consumidores para o grande número de reclamações contra fraudadores de dados pessoais via celular. “Os golpistas só precisam de 10 segundos para agir”, adverte. Ele insiste na recomendação: que ninguém atenda o celular se na tela aparece seu próprio número.

Deixa pra lá

Das 22 denúncias registradas no Conselho de Ética da Assembleia paulista – um recorde registrado no ano passado –  12 estão em andamento. Outras 7 foram arquivadas e três tiveram punições leves – duas contra Douglas Garcia e uma contra Arthur do Val.

A punição? Uma advertência verbal lida em plenário. O deputado do Novo mordido pelo colega do PT, por exemplo, deixou pra lá e não entrou com processo.

Robô na mira

O relator Randolfe Rodrigues, da Rede, já tem parecer favorável para o PL de Eduardo Braga que a CCJ do Senado debate hoje. Pelo qual se torna crime o uso de robôs que enviam mensagens automáticas e interferem no processo eleitoral.

Reciclando

O Fundo Social de SP arrecadou mais de R$ 2 milhões em seu primeiro leilão sustentável. A ideia era dar a destinação correta a materiais sem condições de uso nas secretarias estaduais – como equipamentos eletrônicos, móveis, pneus, papéis e papelões.

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