Senado retoma batalha do impeachment

Sonia Racy

02 de junho de 2016 | 01h30

Vai ser longa esta quinta-feira, para Raimundo Lira e a comissão do impeachment no Senado. Já se previa ontem que não será pacífico o debate, durante a manhã, sobre os prazos do processo — que desembocam em votação no plenário no início de agosto.

Para a tarde, cerca de 15 requerimentos já estavam na fila, ontem, para serem analisados — um mix de questões levantadas por governistas e petistas.

Só depois disso, enfim, o relator Antonio Anastasia começará a se debruçar sobre a peça de defesa apresentada por Dilma.

Querida 2

Antes que a presidente entregasse seus argumentos, ontem, na secretaria-geral, Janaína Paschoal já preparava o contra-ataque. Coautora do pedido de impeachment, ela disparou ofícios ao BNDES, ao BB, à Caixa e ao Tesouro, entre outros, em busca de números precisos e atualizados. “Quero mostrar que as pedaladas não foram para garantir os programas sociais, como divulgado”, disse à coluna.

A advogada informou ainda que suas testemunhas serão essencialmente técnicas. Como o economista José Roberto Afonso, o professor José Maurício Conti e toda a equipe do TCU que detectou as pedaladas.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: