Nos camarotes, para ver e ser visto

Nos camarotes, para ver e ser visto

Sonia Racy

01 Março 2017 | 00h30

Foto Cleomir Tavares

Alinne Moraes. FOTO CLEOMIR TAVARES

Um dos raros camarotes que ainda não cobram por parte dos convites e não pagam para receber celebridades na Sapucaí é o da cervejaria Itaipava – tradicional patrocinadora do carnaval e que este ano investiu R$ 15 milhões na festa do Rio. Entre uma cerveja e outra, os animados convidados assistiram ao show de Gabriel, o Pensador, garoto propaganda da marca – que animou a pista com a música Até Quando? – ouvida como um desabafo contra os tempos difíceis. O cantor contou que, atualmente, faz questão de tocar essa música em todos os seus shows. 

Dos famosos que estavam no espaço, Alinne Moraes e seu marido, o diretor Mauro Lima, assistiram os desfiles à vontade, na frisa do camarote. A atriz estava rodeada de amigos e não se inibiu de fumar. O jogador Roger Flores também deu o ar de sua graça e dançou ao som da banda Sapucapeta, de Leandro Sapucahy. O cantor Thiaguinho e a mulher, Fernanda Souza, enturmavam-se em outro grupo. Acompanhados da família, preferiram assistir os desfiles no conforto do ar condicionado do andar de cima, mais reservado – onde depois se acomodou o também conhecido ‘rei do camarote’ e de tantos carnavais Ricardo Amaral. Todos de olho no samba.

A promoter paulista Fernanda Barbosa foi escalada pela cervejaria de Petrópolis para assinar uma lista de seletos 200 convidados (numa área onde cabem 700). Para a coluna, ela falou da “missão quase impossível” que é fazer essa seleção. “Tento mesclar mundos diferentes. Gente da moda, da TV e gente bonita, claro”. Qual é a diferença entre comandar evento na Sapucaí e os outros que você faz? “É a energia do carnaval, que é muito forte”. Foi mais difícil montar o camarote em ano de crise? “Fiz tudo em um mês, trabalhava 15 horas por dia, mas deu tudo certo. Ufa!” /SOFIA PATSCH