Semana paulista das artes

Sonia Racy

11 de maio de 2012 | 01h01

A pré-abertura da SP-Arte, anteontem na Bienal, foi marcada por elogios e comentários positivos sobre o crescimento e o capricho da feira que, pela primeira vez, ocupa três andares do Pavilhão. Um compilado de 110 galerias, entre brasileiras consagradas, novas e nomes internacionais, como a White Cube, de Londres.

Logo no início da tarde, indagado sobre o que comprou, Alfredo Setubal apontou para duas obras de Maria Klabin. Homenagem a seu sócio no Itaú-Unibanco? “Como assim?”, perguntou o banqueiro. É que Maria é mulher de Walter Salles, fato que Setubal desconhecia…

Heitor Reis, do fundo Brazil Golden Art, não esperou nem a inauguração da feira para começar a eleger as melhores peças à venda. Um dia antes da abertura das portas, pegou emprestado um crachá de funcionário e percorreu os estandes, sem correria ou multidões. Entre as obras arrematadas para o fundo, uma de Ana Holck, da galeria carioca Anita Schwartz.

Passeando pela arte de Richard Serra, Miró e Alexander Calder, o renomado colecionador Gilberto Chateaubriand fazia o estilo low-profile. Artistas preferidos? “Ah, não dá pra dizer, não. Se eu citar dez, brigo com duzentos”, desconversou, entre risos.

Já Tunga – um dos mais respeitados artistas brasileiros – não teve papas na língua na hora de falar sobre sua obra favorita: uma pintura do promissor Thiago Martins de Melo, da galeria Mendes Wood. “É maravilhosa”, comentou.

Marcelo Araújo, novo secretário da Cultura, também deu seu veredicto sobre o evento: “Ele representa um elemento importante na consolidação da cidade de São Paulo como polo de produção de arte contemporânea”.

Fernanda Feitosa, organizadora da feira, não poderia estar mais feliz. Com a isenção de ICMS dada pelo Estado, as vendas certamente serão maiores do que as de 2011.

E algumas das 120 mulheres convidadas para um tour guiado pelo curador Jacopo Visconti – organizado por Isabella Giobbi e Beatriz Yunes Guarita e que partia do bem montado stand do Shopping Iguatemi na feira – acabaram desistindo. A boa ideia foi atropelada por problemas técnicos: o sistema de fone de ouvido usado pelo curador apresentava interferência.

/MARILIA NEUSTEIN E SR

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