Sem precipício

Sonia Racy

11 Setembro 2015 | 00h40

Os mercados daqui e de fora deram recado ontem, ao governo Dilma, que pode ser resumido, segundo um player, da seguinte forma: “Vocês estão flertando com o precipício mas não estamos acreditando que vão pular”. De fato, o dólar abriu ontem a R$ 4,00 e recuou – e o mesmo comportamentop se verificou com o prêmio de risco do Brasil lá fora.

Dois sinais bastante positivos.

Precipício 2

Pelo menos nestas 48 horas, estão apostando que o Brasil vai caminhar para o ajuste fiscal, descartando soluções heterodoxas como as adotadas por Argentina e Venezuela. E que poderá, assim, evitar novos rebaixamentos, tanto de parte da Fitch como da Moody’s.

Essa situação traz à memória antiga explicação dada à coluna pelo ex-ministro Domingo Cavallo, da Argentina, sobre a diferença entre o Brasil e seu país. “Vocês têm o samba e nós, o tango. Quando afundamos, afundamos mesmo. Vocês nunca vão muito fundo e tampouco decolam alto. Ficam no sambinha.”