Sem pedir água

Sonia Racy

10 de abril de 2014 | 01h07

Apesar de ter admitido ontem publicamente que não descarta a possibilidade de racionamento, Alckmin, em conversa informal durante jantar para seletos convidados, anteontem, no Morumbi, tentou passar segurança. Fez questão de explicar a um pequeno grupo de empresários por que aposta em redução de consumo sem necessidade de implantar rodízio.

O governador acredita que a campanha que entra no ar hoje incentivando a economia de água vai se somar à política de preços instituída pela Sabesp – produzindo “resultado importante”.

Água 2

E mesmo se São Pedro se recusar a ajudar, Alckmin não vê problema em aproveitar o chamado volume morto da Cantareira – com filtragem bacteriológica e química.

Mas por que não racionar? O governador defende que o racionamento afeta o sistema de distribuição da água. Quando volta ao normal, a pressão da água estoura parte da infraestrutura.

Sobre o efeito político, nem uma só palavra.

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