Sem Paulo Guedes, governo anuncia Renda Cidadã e gera incógnita no mercado financeiro

Sem Paulo Guedes, governo anuncia Renda Cidadã e gera incógnita no mercado financeiro

Sonia Racy

30 de setembro de 2020 | 01h00

Leque de… 

A grande incógnita ontem pelos mercados financeiros era: cadê Paulo Guedes? Por que foi Ricardo Barros, líder do governo Câmara, a explicar a criação de um programa de renda básica – o Renda Cidadã – via atraso do pagamentos de precatórios da União? 

A parte otimista dos investidores aposta que seu silêncio teria um significado sábio: o de deixar a ideia esdrúxula “queimar” em praça pública sem comprometer a credibilidade do ministro e de sua equipe. 

A parte pessimista aposta que Guedes jogou a toalha.  

…possibilidade 

E o mundo político? Crê que essa ‘nova’ maneira para colocar o Renda Cidadã em pé significa pressão do Executivo sobre o Congresso para aprovação da ‘nova’ CPMF. 

 Consequência 

A taxa de juros no mercado futuro, com a confusão descrita acima, simplesmente explodiu ontem. Lógica de conhecido banqueiro: “No mundo financeiro, o otimista é um…pessimista mal informado”. 

 Sacrifício? 

Quando consultado sobre porque aceitou ser vice de Jilmar Tatto na última hora da oficialização da chapa do PT, Carlos Zarattini explicou que Lula e Tatto pediram e ele atendeu. “Não dá para deixar o partido na mão quando precisavam de mim”. 

Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde, recusou o mesmo convite, explicando que tinha que dar aulas na pós-graduação.

Vida política 

Quatro deputados federais petistas pediram ao TCU que apure denúncias sobre aplicação da Lei Aldir Blanc no Estado de SP. Questionam tanto a ‘centralização’ na liberação de recursos bem como o número de projetos contemplados. 

Indagado, Sérgio Sá Leitão diz que “a representação não tem lastro na realidade”. Afirma que poderão ser beneficiados 1,8 mil projetos e que pelo menos 50% dos recursos “serão aplicados em projetos de proponentes do interior e do litoral”. 

 Do bem 

 A Childhood Brasil promove seu leilão, deste ano, online, dias 6 e 7. Duas telas de Di Cavalcanti, porcelanas da Cia das Índias e uma cômoda estilo D. José I são os destaques do catálogo.

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: