Sem parque

Sonia Racy

19 Novembro 2016 | 01h00

Grande embate envolve, no Parque da Água Branca, as associações que ocupam a área pública e Ricardo Salles. O secretário de Meio Ambiente de Alckmin determinou por resolução, em 14 de outubro, 30 dias para que os alojados aceitassem o aumento de aluguel – que em alguns casos chega a 1.000% .

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Anteontem, a secretaria distribuiu notificação extrajudicial dizendo que “sem a devida manifestação no sentido de confirmar o interesse em continuar a utilizar o espaço… proceda-se a desocupação do imóvel no prazo de 30 dias”.
Mais de 80% das associações recusaram o reajuste. Instaladas lá há 20 ou 30 anos, estão revoltadas – mas querem renegociar.

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Indagado sobre o assunto, o secretário justifica: “Os aluguéis estavam bem abaixo do mercado e estamos corrigindo isso. Instituições beneficentes, como a que cuida de quimioterapia no parque, ou a ONG dos escoteiros, ficarão isentas. Mas quem lucra no parque e pode pagar, vai ter que pagar aluguel real”.

Salles entende que não é justo que o déficit de orçamento para manutenção da área seja coberto pelo Estado enquanto este subsidia atividades lucrativas.