Sem escalas

Sem escalas

Sonia Racy

16 de abril de 2013 | 01h24

Foto: Iara Morselli/Estadão

Carolina Perez comemora mais uma edição de sua Travelweek – que abre hoje, na Bienal. A feira reúne as grandes cadeias mundiais de hotéis de luxo, companhias aéreas internacionais e agências de viagens da América Latina. Em outubro, ela pretende repetir a dose no Rio. O mote do evento este ano? Feel the World. A coluna conversou com Carolina em seu escritório em São Paulo.

Como surgiu a ideia de fazer uma feira como esta?

Percebi o número de fornecedores que vinham ao Brasil e ficavam perdidos. Iam a São Paulo e ao Rio, mas não para outros estados, como Minas Gerais e Paraná. Aí, pensei em como juntar esses fornecedores e as agências. Viajei o mundo, batendo de hotel em hotel, chamando para participar da feira.

De um ano para o outro, a Travelweek praticamente dobrou. A que você atribui isso?

O Brasil hoje é um comprador expressivo. Para você ter ideia, em 2009 o brasileiro gastou R$ 10 bilhões lá fora. Em 2012, R$ 22 bilhões. E não está só com maior poder aquisitivo, mas também com a mente aberta. Antes, iam para os lugares clássicos, como Miami, Paris, Nova York, ou esquiar em Aspen. Agora, ousam mais, vão para Vietnã, Butão, Tailândia.

Quais são os destinos mais procurados pelos brasileiros?

A Turquia continua em alta. A aposta, entretanto, é a Suíça, para quem curte caminhadas na natureza e esqui.

O brasileiro é gastão?

Ele gasta não só em compras, mas também em hotéis. O brasileiro é geralmente comparado com os árabes nos que se refere ao dinheiro que deixa em viagens.

De que cidades tem vindo a maioria dos compradores desse tipo de viagem?

Brasília se tornou um mercado muito expressivo – antes, não era. BH e Goiânia também chamam a atenção. Mas o resto do Brasil ainda não é muito forte. O interior de São Paulo também é bem expressivo, principalmente Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. /SOFIA PATSCH

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