Sem crise para ele

Sem crise para ele

Sonia Racy

11 de novembro de 2015 | 01h30

Foto: Luciana Prezia

Foto: Luciana Prezia

Tommy Hilfiger desembarcou ontem em São Paulo para sua primeira visita ao Brasil. O motivo é a inauguração de uma megaloja nos Jardins e a comemoração dos 30 anos de sua marca, com direito a festa e pocket show da americana Justine Skye na Casa Fares.

O estilista aproveitou o rasante por São Paulo para conhecer as ruas da Vila Madalena. Colecionador de arte, pediu para conferir os famosos grafites espalhados pelo bairro.

A seguir, trechos da entrevista, feita por telefone: 

A crise econômica pela qual passa o Brasil está afetando as marcas internacionais. Muitas fecharam suas portas esse ano. Você está vindo inaugurar uma a mais. Qual é a estratégia?
É muito interessante observar esse processo. Nós não somos tão caros quanto as marcas de luxo. No entanto, somos uma marca de design, com um apelo de estilo, força – e, realmente, temos muitos consumidores ao redor do mundo. Acredito que a razão disso é porque somos casuais, divertido e bonitos. Por isso hoje posso dizer que estamos no ponto certo.

Quais são os maiores desafios para os estilistas na atualidade?
Existe muita competição. O mercado da moda é um universo extremamente competitivo. As marcas de luxo estão sempre muito fortes. E também há o desafio de lidar com as fast fashion que, apesar de não se destacar, pela qualidade, ainda atraem muitos consumidores. Nossa filosofia segue o objetivo de estar sempre na posição premium do mercado.

O que o você observou do estilo brasileiro?
Viajo ao redor do mundo e sou muito atento ao estilo das pessoas. O que eu posso dizer é que o brasileiro é muito similar ao europeu, mais até do que o americano. Entretanto, mesmo existindo grandes diferenças de estilo entre europeus, americanos, asiáticos e sul-americanos, hoje, vivemos em um mundo globalizado, no qual qualquer marca é acessível.

Quais foram suas primeiras impressões do País?
Eu poderia estar em NYC, na Cidade do Mexico, Hong Kong… muito trânsito e muitos prédios (risos). Mas eu sempre soube que o Brasil tem uma alma especial. / MARI LIA NEUSTEIN

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