Secreto, mas antigo

Redação

26 de junho de 2009 | 12h35

O “ato secreto”, que invadiu a política de Brasília como novo personagem, é na verdade um adolescente já em seus 14 anos de vida. Veio à luz – ou à sombra? – nos estertores da ditadura, em janeiro de 1985, graças a um trem da alegria que tinha entre seus mais de 50 passageiros a jovem Roseana Sarney – cujo pai era, então, candidato a vice-presidente na chapa de Tancredo Neves.

Outro da lista era um primo de José Agripino Maia, que então governava o Rio Grande do Norte. Mas, dado o tempo de viagem, pode-se dizer que os 633 atos agora detectados até que foram pouco.
No que vai dar tudo isso? Em nada, dizem no cafezinho do Senado. Teria de haver outro José Sarney disponível, e não há nenhum.

Seu vice, Marcone Perillo, não é aceito no Planalto. O PMDB não tem nomes que mantenham a base aliada unida em torno de Lula. E o PT, sem força na casa, prefere deixar como está.

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