Samba style

Samba style

Sonia Racy

10 Fevereiro 2013 | 01h05

Lucio Tavora

Depois da folia em Salvador, Psy desembarcou no Rio. Em passagem de 36 horas pelo Brasil, o sul-coreano assistiu ao desfile de escolas de samba na Sapucaí, dançou por duas horas em trio elétrico ao lado de Claudia Leitte, disse que queria visitar um “local bar” em Salvador, convidou Sabrina Sato para participar de seu próximo videoclipe e ganhou camiseta da seleção brasileira.

Hospedado no Marriott de Copacabana, o rapper concedeu entrevista exclusiva à coluna, antes de partir para a Malásia, onde se apresenta, a convite de chefes de Estado, no ano novo chinês. A negociação entre o músico e a Gillette demorou cerca de duas semanas, por causa do fuso horário. Exigências? Só duas: usar roupas de sua própria estilista e não dançar a coreografia do hit Gangnam Style sem ser no palco.

A seguir, trechos da conversa.

Como foi a experiência, anteontem, em Salvador?

Superou todas as expectativas. Muita energia e loucura. Não foi minha primeira vez com um público grande, mas, definitivamente, a primeira vez em que senti uma energia dessa. E quero voltar. Porque foi minha primeira performance no Brasil. Quero ter um “eye contact” com o público no meu próximo show aqui, tocando em um palco que não se mexa (risos).

Você sabia que duas escolas de samba homenageiam a imigração coreana no Brasil?

Ah, sim, eu ouvi falar. Faz 50 anos da imigração coreana, não é? A imigração coreana foi muito forte no mundo todo. Recebo muitas mensagens, via twitter, desses imigrantes, afirmando que minha música os ajuda a viver fora de seu país de origem. Porque agora, quando dizem que são coreanos, as pessoas fazem assim (Psy executa movimento do hit Gangnam Style). Para mim, é um orgulho.

Você ganhou homenagem no bairro de Gangnam depois do sucesso da música?

Parece que, depois de Gangnam Style, os turistas que visitam a Coreia querem conhecer o lugar do videoclipe. Então, eles tentaram fazer uma homenagem. Mas, na verdade, isso me deixa um pouco constrangido. Não compus a música para tornar o bairro popular, fiz por mim.

No Brasil, sempre temos o “hit do verão”. Na sua opinião, há músicas que duram para sempre? Qual seu hit favorito?

Acho que sim. Como posso escolher uma só música? São tantas… Acho que Billie Jean, do Michael Jackson. Mas com a dança, é claro (risos). /MARILIA NEUSTEIN