Brasil e Argentina buscam saída para o Uruguai

Sonia Racy

08 de fevereiro de 2017 | 00h45

Mauricio Macri não vê com bons olhos a decisão de Tabaré Vázquez, do Uruguai, de levar adiante, em voo solo, a costura de um tratado de livre comércio com a China.

“Entretanto, não podemos simplesmente vetar o pleito sem dar uma alternativa ao Uruguai”, disse ontem à coluna o presidente da Argentina, durante almoço no Palácio do Itamaraty.

Qual seria essa alternativa? “Temos que montá-la”.

Saída 

Indagado sobre o assunto, José Serra afirmou que não apoia a negociação individual. O mais provável, pelo que se apurou, é que se decida pela assinatura de um acordo de livre comércio que envolva todos os integrantes do Mercosul.

Afinal, acordo com a China é forma de atrair investimento. O país asiático é hoje a principal fonte de capitais do mundo, superando os EUA e a praça financeira de Londres.

Unha e cutícula

Pelo que se notou ontem, os tempos de divergências entre Brasil e Argentina ficaram para trás. Cerca de 200 convidados, distribuídos entre 20 meses de dez pessoas, puderam perceber, tanto no discurso de Temer quanto no do presidente argentino, uma linha parecida de caminhos futuros.

Vale registrar que os próprios presidentes tiveram acesso às propostas técnicas, que foram discutidas pela manhã, um dia antes.

Ideia fix

Não se falava em outra coisa, no Itamaraty, a não ser sobre quem será o novo ministro da Justiça. Indagado pela coluna se poderia ser uma mulher, Temer se mostrou bem humorado: “É, pode ser, porque não uma mulher do gênero feminino?” Será que estava se lembrando de alguém?

Professor

Antonio Imbassahy, presente ao almoço, está tomando pé do seu novo status de ministro e evita adiantar qualquer movimentação nas suas novas funções. Neste contexto, o senador tucano não poupa elogios ao chefe. “Na verdade, o grande articulador político é o presidente – que, além de ser um craque, gosta desta relação entre Executivo e Congresso, conhecendo todos os meandros”.

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