Ronaldo recebe craque de futebol americano

Ronaldo recebe craque de futebol americano

Sonia Racy

05 de março de 2019 | 00h40

Russel Wilson, Ronaldo Nazário e Ciara/ Ben Liebenberg/NFL

Rodeada por seguranças, mais um grupo de dez amigos americanos, a cantora internacional Ciara se desculpava com a coluna — “oh, no, I’m so sorry…” — avisando que não ia dar entrevista. Ela e o marido Russel Wilson, estrela do futebol americano, a NFL, estavam a caminho de encontro a portas fechadas com Ronaldo Nazário, no domingo à noite, na abertura do carnaval na Sapucaí, no Rio de Janeiro. “We are having the best time”, dizia a cantora enquanto deixava o N1, camarote de José Victor Oliva e Alvaro Garnero, a caminho do Nosso Camarote, parceria do ex-craque brasileiro com Carol Sampaio e Gabriel David. “We love Brazil”, reiterava Russel.
Um assessor de Ronaldo encontrou o grupo para avisar, em português, que só quatro pessoas – o casal e dois seguranças –, poderiam entrar na sala do Fenômeno. Em meio aos preparativos, Ciara queria ir ao banheiro mas a logística de segurança não permitia que simplesmente entrasse no sanitário feminino à frente do grupo. Em inglês, os seguranças trocavam dicas sobre como remover múltiplas camadas de abadás para não passar tanto calor. O retorno aos EUA estava marcado para ontem, após quase uma semana no Brasil, onde o grupo chegou dia 27 de fevereiro.
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Yanna Lavigne foi exceção entre os atores que tiveram o nome envolvido no imbróglio da separação dos atores José Loreto e Débora Nascimento. Enquanto os colegas não apareceram nos camarotes da Sapucaí, a atriz circulava sorridente pelo Nosso Camarote. “Não acho legal brincarem com a dor dos outros. É tão ruim quanto a máscara do Fábio Assunção”, disse a respeito das fantasias com o rosto de Loreto usadas por foliões nos blocos de rua da cidade.
Yanna explicou porque resolveu processar o perfil anônimo de Instagram que a envolveu na polêmica com os colegas de elenco de O Sétimo Guardião. “Tenho absoluta certeza de que sou inocente, só que a polêmica tomou proporções gigantescas. Aí eu tive que tomar essa medida legal e ética. Costumo me preservar ao máximo, a mim e à minha família.”
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Álvaro Garnero atribuiu o sucesso do Camarote N1 ao “fator Bolsonaro”. Eu falei isso até para o Eduardo (Bolsonaro). Nós colocamos à venda algo em torno de 1.550 ingressos e o resto distribuímos a convidados. Mas a demanda era de 3 mil entradas. Tem gente que chega na porta disposto a pagar R$ 20 mil pra entrar. A Air Europa pagou R$ 1,5 milhão para anunciar com a gente. Isso é a prova que o mundo está acreditando em nós. Estamos no caminho certo. E isso é pelo Bolsonaro!”
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O ex-judoca Flávio Canto mostrou-se mais cauteloso na empolgação de Garnero com o novo governo. Ainda mais depois da extinção do Ministério do Esportes, agora reduzido a uma secretaria dentro do Ministério da Cidadania. “A princípio pareceu preocupante, mas ainda é cedo pra saber. Existe um certo preconceito contra o esporte de alto rendimento no Brasil”, queixa-se Flavio. “Menos com futebol, que é religião”, explica. / MARCELA PAES e PAULA REVERBEL