Roda viva

Sonia Racy

13 de setembro de 2012 | 01h00

Juntos no palco pela primeira vez desde 1990, quando se apresentaram na Itália, Caetano e Chico cantaram quatro músicas anteontem, no teatro Oi Casa Grande, no Rio. Em prol da candidatura de Marcelo Freixo, que concorre à prefeitura carioca. Chico apareceu às 19h30 para a passagem de som. Participaria de apenas duas canções. Mas a empolgação no ensaio o fez ficar: “Se me prender um pouquinho mais no palco eu fico”, disse, recusando-se a comentar a saída da irmã, Ana de Hollanda, do Ministério da Cultura.

Preciosistas, falaram sobre detalhes das letras que iam cantar, de Vinicius e Noel Rosa. Depois, combinaram: não mencionariam Freixo, para não caracterizar o show como campanha, ação proibida pela Justiça Eleitoral. Quatro fiscais do TRE do Rio, aliás, estavam na plateia.

Se Freixo não compareceu, sua mulher, Renata Stuart, estava lá.

No camarim com a namorada, Thais Gulin, Chico recordou “showmícios” que fez na carreira. Em 1982, para Leonel Brizola, no Rio, e em 1989, para Lula. Depois do bis, no backstage, deu um forte abraço em Caetano.

Chico quis sair feito um raio. Mas o carro de seu empresário, Vinicius França, ficou preso em uma vaga defronte à casa de shows por causa de um veículo parado em fila dupla. Sorte os vidros terem insulfilm – os fãs não enxergaram o músico.

Ausência sentida? Wagner Moura, maior entusiasta de Freixo. Leandra Leal chegou com o namorado, Alexandre Youssef. Indagados sobre Marta Suplicy no MinC, foram enfáticos: “Ela fez a melhor gestão cultural de SP. Criou a lei do fomento e estava na hora de trocar”.

E Bia Antony, mesmo sem Ronaldo, teve de falar sobre o peso do ex-jogador: “Ele é supermusculoso. É questão de inchaço e postura”. /MARILIA NEUSTEIN

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