Escolha de Roberto Castello Branco para a Petrobrás agrada ao mercado

Escolha de Roberto Castello Branco para a Petrobrás agrada ao mercado

Sonia Racy

20 Novembro 2018 | 01h00

ROBERTO CASTELLO BRANCO. FOTO: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

ROBERTO CASTELLO BRANCO. FOTO: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

A escolha de Roberto Castello Branco para a Petrobrás agradou ao mercado, apesar de as ações da estatal terem encerrado o dia em baixa – reflexo da expectativa ontem, lá fora, de queda do preço do petróleo.

É fato que a seriedade e a competência do atual diretor da FGV são reconhecidas. Entretanto, nos corredores da estatal, alguns funcionários rememoravam ontem a sua maneira pouco política de ser.

O que sugere que a vida do futuro presidente da Petrobrás pode não ser tão fácil.

Eles lembram que, no ano em que ocupou uma das oito cadeiras no conselho de administração da petroleira, destinadas ao governo Dilma, Castello Branco brigou forte pelas posições liberais de quem cursou a Universidade de Chicago.

Enfrentou um conselho conservador e perdeu boa parte das batalhas.

Foi o único, por exemplo, que insistiu de maneira incisiva na liberação do preço do gás à época. Pouco depois, Aldemir Bendine, então presidente da Petrobrás, deu um jeito de afastá-lo.

Esse afastamento hoje conta a seu favor.

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