Risco político levou à queda das ações da Embraer

Risco político levou à queda das ações da Embraer

Sonia Racy

06 Julho 2018 | 01h00

LINHA DE MONTAGEM DA EMBRAER EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

LINHA DE MONTAGEM DA EMBRAER EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS. FOTO: SERGIO CASTRO/ESTADÃO

As ações da Embraer despencaram ontem mais de 14% a partir do anúncio, logo de manhã, de seu acordo com a Boeing – como antecipou esta coluna na Broadcast quarta-feira à noite – por motivos como realização de lucro e a complexidade da operação. Mas a razão central, mesmo, foi… especulação sobre o risco político.

Qual risco? Ficou estabelecido como prazo para a conclusão de todo o negócio – incluindo o ok dos órgãos de defesa da concorrência pelo mundo – o final de 2019. E a aprovação pelo governo Temer, detentor de golden share, deve ocorrer até dezembro.

É a política 2

“Mas como garantir isso?” pergunta um investidor. Se não fechar em dezembro, a tarefa fica para o próximo governo.

Que ninguém sabe qual será e nem o que fará.

 

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