RIO VERDE EM 2016?

Sonia Racy

05 de agosto de 2015 | 00h01

Faltando exatamente um ano para abertura da Olimpíada do Rio, Tânia Braga, gerente-geral de Sustentabilidade dos Jogos, tem, hoje, o que comemorar: “Os resultados já estão aparecendo e estamos felizes com a reação dos empresários”. Responsável pelo tema no Comitê Organizador desde 2012, a economista e ambientalista falou à coluna e destacou que é possível, sim, “inspirar mudanças e uma visão sustentável” desse evento. “Só atuamos com quem dá condições dignas de trabalho”, resumiu sobre a tarefa que comanda com uma equipe de 12 pessoas.

Como vocês estão lidando com a sustentabilidade na Rio 2016?

Organizar a primeira Olimpíada na América do Sul não é fácil – mas está sendo desafiador e estimulante. Vamos aproveitar a paixão pelo esporte para provocar transformações no comportamento das pessoas. A responsabilidade social e ambiental estará presente em todas as etapas.

De que maneira?

Planejando com cuidado, evitando desperdícios, só comprando de fornecedores responsáveis, usando ações inteligentes na construção civil, por exemplo. Na área ambiental, cuidamos para que as estruturas temporárias (tendas, containers, arquibancadas, palcos) que colocamos nos locais de competição não prejudiquem a flora e a fauna.

De que forma os empresários estão reagindo?

Notamos que o incentivo à sustentabilidade no processo de compras tem um efeito em cascata. Ainda que seja complicado capacitar tantos fornecedores, o resultado está aparecendo. Estamos satisfeitos com esse comportamento e o envolvimento dos empresários.

Quanta gente trabalha nisso? Vocês utilizam experiências de outras Olimpíadas?

Temos 12 pessoas no grupo. Uma delas trabalhou nos Jogos de Londres, outra em uma fundação internacional que forma gestores esportivos. Os demais têm grande experiência no setor privado.

Quais os critérios negociados com os fornecedores?

Nossos fornecedores devem unir os fatores preço, qualidade e sustentabilidade. Queremos incentivá-los a participar das concorrências e garantir a competitividade. Só trabalhamos com quem dá condições dignas de trabalho. Analisamos o histórico de cada um. Fazemos visitas e auditorias quando necessário.

Há uma meta mínima?

De modo geral, os Jogos podem ser um start para novos comportamentos sustentáveis. Nada disso faria sentido se não pensássemos na mudança que a Olimpíada pode provocar nas pessoas./ GABRIEL MANZANO

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