Rio menos

Sonia Racy

20 de junho de 2012 | 01h02

Quem viu o texto do acordo produzido pelo Brasil na qualidade de presidente da Rio+20 notou: está cheio de verbos no futuro e não convoca as delegações dos países para compromissos em termos de datas, números e responsabilidades.

Construído de “cima para baixo”, ele quase não teve participação da sociedade civil, da maioria das delegações ou de ONGs. “Parece texto feito para não conflitar países desenvolvidos, é vago em termos de compromissos quantitativos”, atesta bem informada fonte do setor. E, em alguns poucos exemplos de metas quantitativas, estabelece números semelhantes aos discutidos na Eco-92.

O sentimento geral é de que se trata de documento de diplomatas para diplomatas, um “mínimo denominador comum” dos temas principais da Rio+20: economia verde, energia, água, oceanos…

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