Ricardo Salles negocia saída ecológica para Brumadinho

Sonia Racy

06 de abril de 2019 | 00h20

RICARDO SALLES. FOTO: PEDRO CALADO/SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE

RICARDO SALLES. FOTO: PEDRO CALADO/SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE

Saída ecológica

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, e o Ibama estão negociando com a Vale, ajudados pelo governador Romeu Zema, uma “saída ecológica” para os estragos ocorridos em Brumadinho: a conversão de R$ 250 milhões da multa aplicada pelo Ibama em ações ambientais da Vale voltadas para Minas.

Entre as possibilidades, segundo contou o ministro à coluna, está a adoção, pela mineradora, de sete parques nacionais hoje administrados pelo ICMBio dentro do território mineiro.

Saída 2

“Eu sugeri, a Vale concordou”, informa Salles. Falta agora, acrescentou, “conferir se é juridicamente possível”. Se der certo, a Vale passa a ser a operadora dos parques por 10 anos.

Os incluídos na proposta são os de Caparaó, Grande Sertão Veredas, Caverna do Peruaçu, Sempre-Vivas, Serra do Gandarela, Serra da Canastra e Serra do Cipó.

Realizando

A CSN se prepara para lançar US$ 1, 5 bilhão em bônus no mercado americano com intuito de alongar o perfil da dívida da empresa, segundo contou ontem à coluna Benjamin Steinbruch – informação adiantada pela coluna na Broadcast. “Em razão do preço do minério lá fora, acredito que será um sucesso” resume o empresário.

A ação da CSN subiu 90% na bolsa neste ano de 2019.

Direto da SP-Arte

A visita de Eduardo Costantini à SP-Arte 2019 vem rendendo bons frutos para o Malba, de Buenos Aires. O colecionador comprou, até o momento, uma instalação mais antiga e duas obras da atual exposição de Rivani Neuensthwander, na Fortes D’Aloia & Gabriel, e várias obras do peruano Fernando Bryce, da galeria Espaivisor, de Valença.

SP-Arte 2

A expectativa de que Constantini ficasse também com o desenho do Abaporu, de Tarsila do Amaral, não se concretizou. A obra ficou nas mãos de um brasileiro.

Made in Brazil

Não é só o cinema brasileiro que vai sofrer com o congelamento de repasses da Ancine. A TV também. Produtores independentes se preocupam com o cenário – canais como Fox, Discovery e HBO serão diretamente impactados no quesito conteúdo nacional.

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