Repórter do NY Times fala em SP sobre Inteligência Artificial

Repórter do NY Times fala em SP sobre Inteligência Artificial

Sonia Racy

21 de setembro de 2019 | 00h45

FOTO: CADE METZ. ARQUIVO PESSOAL

Ex-repórter sênior da revista Wired e atual repórter de tecnologia do NY Times, Cade Metz está no Brasil para dar uma master class sobre Inteligência Artificial – hoje, no G.A.T.E. Academy, no Shopping JK. O jornalista adiantou por e-mail, para a coluna, o que pretende expor. Confira a seguir.

Entramos na era da inteligência artificial. O que isso significa?
Que as máquinas são muito melhores para reconhecer objetos, identificar palavras e traduzir idiomas. Os carros podem reconhecer automaticamente os pedestres. Assistentes digitais falantes, como o Amazon Alexa, podem entender os comandos que você dá do outro lado da sala. Um serviço de internet como o Google Translate agora faz um trabalho aceitável de tradução.

Em que áreas a Inteligência Artificial está mais desenvolvida atualmente? 
O reconhecimento de imagem e fala são os exemplos mais poderosos. Além de acelerar o desenvolvimento de carros sem motorista, o reconhecimento de imagens também muda os cuidados com a saúde. A Inteligência Artificial pode identificar, de maneira confiável, sinais de doenças em raios X, exames oftalmológicos e outros. Essa tecnologia é particularmente útil em partes do mundo onde os médicos são escassos.

Até que ponto os robôs vão substituir os humanos? Na medicina, por exemplo, um robô será capaz de operar uma pessoa sem a ajuda de um médico?
Isso já está acontecendo de pequenas maneiras, embora mais nos EUA do que no Brasil. Os robôs ajudam na fabricação de automóveis e ajudam a mover os pacotes pelos armazéns. Mas muitas tarefas ainda são muito difíceis para os robôs. Por exemplo, a Amazon quer que eles classifiquem automaticamente os bens que circulam em seus armazéns, escolhendo cada item de uma caixa gigante de coisas aleatórias. Mas isso, pelo menos em larga escala, ainda é um desafio para o futuro – mas deverá acontecer muito em breve. Quanto às operações médicas robóticas, isso está muito mais longe, embora os pesquisadores estejam trabalhando nisso intensamente.

E quanto aos empregos que os robôs estão tomando? Quais serão os reais impactos do fenômeno?
Há muita discordância sobre isso. Mas não acontecerá tão rapidamente quanto alguns disseram. Carros e caminhões sem motorista, por exemplo, estão muito mais distantes do que as grandes empresas de tecnologia americanas anunciam. Eles não substituirão os empregos existentes em larga escala nos próximos anos. /SOFIA PATSCH

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