‘Rei do tango’ faz ‘tributo sinfônico’ a Piazolla e Gardel

‘Rei do tango’ faz ‘tributo sinfônico’ a Piazolla e Gardel

Sonia Racy

08 de março de 2020 | 13h06

MAESTRO CARLOS BUONO. FOTO: ARQUIVO PESSOAL

 

Tido como “o rei do tango” entre plateias de muitos países, o maestro argentino Carlos Buono desembarca em São Paulo, este mês, para o que define como um “tributo sinfônico aos mestres Piazola Mariano Moraes e Gardel”. Ele se apresenta no Tom Brasil, na quinta-feira, dia 19, dividindo a cena com o violinista André Rieu e o cantor Alberto Bianco. Depois se apresenta também no Rio e em Porto Alegre. Entusiasmado pelo tango desde menino, quando se apaixonou pelo bandoneón, ele diz à coluna: “O palco significa uma oportunidade única de entrar quase em outra dimensão. Como se a gente fosse uma outra pessoa”.

Com que idade o sr. teve contato pela primeira vez com o trabalho de Astor Piazzolla?
Eu era muito jovem e ele tinha cerca de 17 anos. Um dia me pediram para tocar o tango Bando, que é dedicado ao bandoneón e ao compositor Piazzolla. Foi minha surpresa que no final ele apareceu. Nos conhecemos e tive a oportunidade de visitá-lo em casa. A vida mais tarde me deu a oportunidade de ser um dos bandoneonistas que se juntaram ao grupo dele.

Com que idade começou a estudar música?
Aos 7 anos, em minha cidade natal, Junin. Aos 16 me instalei em Buenos Aires. Desde criança, não havia sentido em fazer outra coisa senão música. Eu não estava atraído por nada além do bandoneón. Então surgiu a oportunidade de integrar as orquestras de Horacio Salgan, de Atilio Stampone e de Mariano Moraes e outros. O caminho tornou-se inevitável.

Quais as novidades desta vez, de Uma noite em Buenos Aires no Brasil?
Desta vez, tenho orgulho de ter músicos da Sinfonia Villa Lobos e a participação do maestro Adriano Machado. Mas não posso ignorar a apresentação especial de Amelita Baltar, que foi a musa inspiradora de Piazoolla, a criadora inescapável de Balada para um Loco. Se somarmos a isso os dançarinos “mundialistas” que integram o grupo, mais o cantor Alberto Bianco, não duvido de que teremos sucesso.

 São mais de 40 anos excursionando pelo mundo e fazendo sucesso. Qual a sensação quando sobe ao palco?
O palco não é apenas um lugar que nos dá a oportunidade de nos apresentar. Ele é uma oportunidade única de entrar quase em outra dimensão. É como se fossemos outra pessoa. Quando se tem a sorte de se oferecer de maneira tão sincera e profissional, tudo se torna iluminado.

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