Rei do pop à inglesa

Rei do pop à inglesa

Sonia Racy

16 Fevereiro 2013 | 01h09

Denise Andrade/Estadão

A Broadway inglesa está aterrissando no Brasil. Pelas mãos de John Maher  e Gary Lloyd, diretores da West End, de Londres. O primeiro espetáculo estreia dia 22, no Rio – e vem a SP em maio. Será o musical Thriller Live, que conta a história de Michael Jackson. Em visita ao País, a dupla conversou com a coluna.

O Brasil já faz parte do circuito da Broadway. Alguma estratégia especial para chamar o público?

GL: A música de Michael Jackson fala por si mesma. Mas claro que houve promoção por parte de nossos parceiros no Brasil.

Como foram os testes para escolher o elenco do musical?

JM: Temos talentos locais e cantores do West End em sintonia fina. Os dançarinos brasileiros são extraordinários, percebe-se uma paixão muito grande em cena. Principalmente os garotos que farão o Michael jovem.

Os ensaios foram tão complexos quanto os que Michael fazia para suas apresentações?

JM: Acho que sim. Temos muita gente na equipe que trabalhou com Michael. Ele era um desses artistas perfeccionistas ao extremo, mas também era muito divertido. Quando estávamos em temporada em Londres, três irmãos de Michael vieram falar conosco sobre como o musical lembrava as performances ao vivo dele. Foi realmente muito emocionante.

Há outros espetáculos do West End vindo ao Brasil em 2013?

GL: Temos opções, sim, mas ainda estamos conversando.

JM: Estou “na orelha” dos produtores brasileiros.

Assistiram a algum musical da Broadway no País? Gostaram?

JM: Tive a chance de ver Priscilla, a Rainha do Deserto. Como sou australiano, me deliciei. Mesmo sem compreender totalmente, consegui “pegar” algumas piadas. E a produção estava excelente. Pretendo assistir também a O Rei Leão.

GL: Além de Priscilla, assisti a Hair – musical que dirigi em Londres. Dois belos espetáculos, com elenco talentosíssimo.

O Globe, de Shakespeare, deve abrir filial no Brasil em 2014. A West End trará produções para cá?

JM: Shakespeare é o mais universal autor teatral, e o Globe é uma organização magnífica. Seria ótimo trazer produções baseadas em seus textos para cá.

GL: A julgar pela qualidade das novelas brasileiras, vocês fariam um ótimo trabalho! /DANIEL JAPIASSU